Ministro de Finanças da Grécia descarta taxativamente saída do euro

By | 11/02/2015
Yanis Varoufakis, ministro de Finanças da Grécia (Foto: Pantelis Saitas/EFE)

O novo ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, descartou taxativamente nesta quarta-feira (11/02) que o país deixará o euro, e mostrou confiança de que o primeiro encontro com membros do Eurogrupo será produtivo.

"Certamente que não", respondeu Varoufakis quando perguntado se o recém-empossado governo grego, comandado pela coalizão esquerdista Syriza, considera a possibilidade de abandonar a moeda única europeia.

"Tenho muita confiança de que vamos ter uma reunião muito construtiva", acrescentou o ministro, momentos antes de entrar na reunião extraordinária do Eurogrupo, convocada para hoje em Bruxelas.

Varoufakis apresentará aos membros da União Europeia as propostas do governo liderado por Alexis Tsipras, em um encontro que pretende ser o primeiro contato direto entre as autoridades gregas e os demais integrantes do euro.

Também estão presentes os representantes da "troika" de credores da Grécia: o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi; a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde; o vice-presidente da Comissão Europeia para o Euro, Valdis Dombrovskis, e comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.

Antes de comparecer ao encontro, Varoufakis se reuniu pela primeira vez com Lagarde em um outro bilateral, avaliado como positivo pela diretora-gerente do FMI.

"Foi uma boa reunião. Tivemos uma boa troca de pontos de vista", resumiu Lagarde sobre a conversa.

Os sócios do euro e a "troika" tentarão conseguir uma aproximação com as autoridades de Atenas para concluir o atual resgate à Grécia, que expira no fim deste mês, e acertar os passos seguintes. No entanto, nenhum acordo deve ser firmado antes da próxima segunda-feira.

O grupo exige que a Grécia cumpra as reformas iniciadas pelo ex-primeiro ministro Antonis Samaras. Várias das medidas ainda estão pendentes e são consideradas como inaceitáveis pelo novo Executivo.

Além disso, Atenas pede um programa temporário que garanta o país financeiramente nos próximos meses até conseguir um acordo definitivo com os sócios europeus.

Revista Época Negócios