Mais de 10 empresas buscam edital de obras

By | 12/02/2015

Desprezadas pelas empresas participantes da última licitação de reforma, as obras de ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, estão, pelo menos, atraindo empreiteiras interessadas em dar continuidade ao projeto. Mais de dez empresas já visitaram a obra e demonstraram intenção de participar do novo edital licitatório para conclusão dos trabalhos, segundo o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), em Fortaleza, Usiel Vieira.

O edital, lançado no último dia 6 de janeiro, seguirá aberto até 6 de março para inscrição das empresas interessadas em dar continuidade à reforma do terminal. "Nossa expectativa é que em março a gente consiga classificar uma empresa e, tão logo seja possível, a gente comece essa obra", projeta o superintendente da Infraero.

O edital pode ser solicitado, presencialmente, em Fortaleza, na gerência de Administração de Finanças do aeroporto Pinto Martins, e também em Brasília. A empresa que assumir a obra terá de realizar a ampliação das áreas leste e oeste do aeródromo, bem como reformar o terminal que está em uso.

Prazo estabelecido

O edital lançado pela Infraero estabelece que o prazo de execução das obras deve ser de aproximadamente três anos e dois meses, contados a partir da emissão da ordem de serviço. Caso a empresa seja mesmo selecionada em março, o aeroporto será entregue no segundo semestre de 2018, dois anos após a primeira data estimada para a conclusão.

A licitação será pública, terá abrangência nacional e será feita pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), no qual o preço de referência das obras só é conhecido pelas empresas concorrentes no fim do processo. Com apenas 15,6% dos serviços realizados em cerca de dois anos de obras, a única melhoria já trazida pela ampliação e reforma do aeroporto foi a nova sala de embarque, com 1.350 metros quadrados, que aumentou o espaço para receber passageiros.

Desistência do consórcio

A nova licitação foi lançada após nenhuma das construtoras convocadas pela Infraero aceitar concluir, pelo preço anteriormente licitado, R$ 336 milhões, as obras inacabadas pelo consórcio construtor CPM Novo Fortaleza. Após a rescisão do contrato com o consórcio, por abandono da obra, a estatal busca na Justiça Federal receber R$ 33,6 milhões, referentes a 10% de multa rescisória, calculado sobre o valor do contrato original.

De acordo com a Infraero, foram pagos ao CPM, R$ 79 milhões, valor correspondente às obras realizadas, restando a receber apenas valor correspondente à multa de 10%.

A Infraero já reconheceu que há defasagem nos preços das obras remanescentes do aeroporto e deve ajustar os valores relativos aos 85%, que ainda faltam para concluir os trabalhos. O reajuste será feito de acordo com indicadores referenciais do Sicro/Sinapi – índices da construção civil, da Caixa Econômica Federal.

A reforma deve deixar o terminal de passageiros do Aeroporto de Fortaleza com 90,3 mil metros quadrados, sendo capaz de atender até 8,6 milhões de passageiro. Além disso, o pátio de aeronaves também deve ter a área expandida, passando dos atuais 134,7 mil metros quadrados para 163,3 mil metros quadrados.

Pinto Martins tem 49 voos cancelados no feriadão

Devido à expectativa de movimentação abaixo do anteriormente esperado para o Carnaval deste ano no Ceará, as companhias aéreas Gol e Azul já cancelaram 49 voos domésticos, que embarcariam ou desembarcariam entre os dias 13 e 19 de fevereiro deste ano, no Aeroporto Internacional Pinto Martins. As informações foram concedidas ontem, pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Ao contrário de aeródromos de outros estados, a Infraero acrescenta, por meio de sua assessoria de imprensa, que não estão previstos voo extras para o período, no Pinto Martins, e que os cancelamentos são considerados comuns para a ocasião, por conta da baixa demanda de "foliões" para visitar a cidade.

Movimento nas férias

Apesar do Aeroporto não costumar receber uma quantidade expressivamente alta de passageiros durante o Carnaval, em comparação com outros períodos, no último mês de janeiro houve recorde na quantidade de pessoas que passaram pelo terminal aeroportuário. Um total de 692.674 passageiros, incluindo os de voos domésticos e internacionais, embarcaram e desembarcaram no aeródromo durante o primeiro mês deste ano.

Com relação apenas aos trechos com destinos ou partidas localizados fora do País, o Aeroporto Internacional Pinto Martins vem registrando desde a Copa do Mundo a média mensal de 20 mil passageiros. No mês de janeiro deste ano, a quantidade esteve acima da média (24 mil), representando crescimento de 13% em relação a igual mês do ano passado.

Crescimento de 6,2%

Se a expectativa não é tão positiva para o Aeroporto cearense, durante período que compreende o Carnaval, o mesmo não se pode dizer sobre outros terminais aeroportuários administrados pela Infraero no País. São esperados 3,6 milhões de embarques e desembarques nos 60 aeroportos sob administração da empresa no período de 12 a 23 deste mês. Esse número representa um aumento de 6,2% em relação ao Carnaval de 2014, quando foram registrados 3.452.683 de embarques e desembarques.

Essa previsão não inclui os aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Viracopos (SP), Brasília (DF) e Confins (MG), concedidos à administração da iniciativa privada, além do Aeroporto Internacional de Natal/Augusto Severo (RN), desativado no primeiro semestre de 2014.

1,2 mil extras

Mais da metade dos turistas brasileiros (58,5%) que pretende viajar pelos próximos seis meses o fará de avião, aponta uma pesquisa inédita, divulgada ontem pelo Ministério do Turismo, feita em janeiro, em sete capitais brasileiras.

Entre quarta-feira (11) e 20 de fevereiro, serão 1,2 mil voos extras no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa do Ministério do Turismo é de que o Carnaval movimente 6,8 milhões de turistas, com um acréscimo de mais de R$ 6,6 bilhões à economia nacional.

O faturamento do período representa 3% do total gerado anualmente pela indústria de viagens e turismo no Brasil.

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