Lucro de Ford, Nasdaq e Alibaba cai no 4º trimestre

By | 29/01/2015
Falência, queda, economia, finanças (Foto: Shutterstock)

Ford, Nasdaq e Alibaba reportaram queda no lucro no quarto trimestre de 2014. No caso da Ford Motor, foi para US$ 52 milhões, de ganho de US$ 3 bilhões no mesmo período de 2013. A diferença entre os dois resultados foi amplificada por custos não recorrentes, de modo que o lucro ajustado nos últimos três meses do ano passado ainda superou as expectativas do mercado. As receitas da companhia norte-americana também caíram no quarto trimestre e somaram US$ 35,9 bilhões.

O recuo de US$ 1,7 bilhão foi causado pelo declínio nas vendas de veículos pelo mundo. Dentre os custos não recorrentes do período, a Ford cita o pagamento de US$ 800 milhões devido a mudanças contábeis dos resultados relativos à Venezuela, além de gastos com o corte de trabalhadores na Ásia e na Europa.

Descartados os eventos não recorrentes, a empresa registra lucro ajustado de US$ 0,26 por ação, resultado superior ao de US$ 0,23 por papel esperado pelos analistas da Thomson Reuters. Refletindo o desempenho melhor que o esperado, as ações da Ford subiam 2,56% no pré-mercado em Nova York.

O lucro operacional antes do pagamento de impostos caiu para US$ 1,1 bilhão, de US$ 1,3 bilhão em igual período de 2013. No ano, a Ford registrou lucro operacional de US$ 6,3 bilhões. A multinacional mantém sua projeção de lucro operacional antes de impostos entre US$ 8,5 bilhões e US$ 9,5 bilhões para 2015, afirmando que este ano seria de recuperação para a empresa, após um 2014 recheado de custos com recalls, perdas com a desvalorização cambial na América do Sul e problemas na Rússia.

Na América do Norte, que tradicionalmente é a região onde a Ford apresenta resultados mais sólidos, os lucros antes de impostos caíram para US$ 1,55 bilhão, de US$ 1,8 bilhão. Na Europa, a montadora registrou perda menor, de US$ 443 milhões, ante prejuízo de US$ 529 milhões nos últimos três meses de 2013. Na América do Sul, o prejuízo aumentou para US$ 187 milhões, de US$ 126 milhões, enquanto na região Ásia-Pacífico o lucro caiu para US$ 95 milhões, de US$ 109 milhões.

Nasdaq
A Nasdaq OMX anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de US$ 87 milhões no quarto trimestre de 2014, menor que o ganho de US$ 141 milhões registrado em igual período do ano anterior. Na mesma comparação, o lucro por ação caiu a US$ 0,50, de US$ 0,81. Com ajustes, o ganho por ação foi de US$ 0,75, acima de US$ 0,69 um ano antes. A receita teve ligeira queda, a US$ 517 milhões. Analistas consultados pela Thomson Reuters haviam previsto lucro ajustado por ação um pouco menor, de US$ 0,74, mas receita maior, de US$ 521 milhões.

Alibaba
O lucro do Alibaba Group Holding caiu 28% no quarto trimestre de 2014, para US$ 964 milhões, mas as receitas da companhia avançaram 40% no período e somaram US$ 4,22 bilhões. Os resultados da empresa, divulgados na manhã desta quinta-feira, vieram abaixo do esperado pelo mercado.

Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam lucro substancialmente maior, de US$ 0,75 por ação, enquanto o desempenho da empresa foi de US$ 0,37 por ação. Do mesmo modo, as receitas cresceram menos que o esperado, com os economistas estimando avanço para US$ 4,45 bilhões. Os resultados foram publicados em momento delicado para o Alibaba, que está em embate com o governo chinês, que acusa a companhia de falhar em combater a venda de produtos falsificados, de pagar propinas e realizar outras atividades ilegais.

Em resposta, a empresa afirma que está "disposta a assumir a responsabilidade de lutar contra os (bens) falsos" e que seus esforços "estão longe de finalizados". O grupo também criticou os métodos de inspeção das agências chinesas e disse que as acusações são enviesadas. No trimestre encerrado em dezembro, as transações móveis representaram 42% das operações totais nos sites do Alibaba. O avanço nas compras mobile está em evidência na China, à medida que os consumidores utilizam cada vez mais os celulares para transações.

Fonte: Dow Jones Newswires

Revista Época Negócios