Líderes empresariais estão pessimistas sobre recuperação da economia mundial

By | 20/01/2015
Multinacionais_expansão_mundo_globo_capital_bandeiras_brasil (Foto: Thinkstock)

O pessimismo sobre a recuperação econômica mundial está de volta entre os líderes que participam do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (20/01) pela consultoria PricewatershouseCoopers (PwC).

Segundo o levantamento, 17% dos diretores-executivos e presidentes de empresas, o dobro do índice de 2014, projetam que a atividade econômica será reduzida neste ano. Além disso, houve redução de sete pontos percentuais – de 44% para 37% – entre os que acreditam em uma melhora da conjuntura mundial nos próximos 12 meses.

"A pesquisa vem constatar que nos encontramos perante um cenário econômico diferente do que conhecemos até agora, e no qual são previstos números de crescimento modestos em nível global", afirmou o presidente da PwC, Carlos Mas.

Os 1.322 executivos de 77 países entrevistados pela PwC rebaixaram o Brasil para o quinto lugar entre os mercados mais atrativos do mundo em 2015. O país foi ultrapassado pelo Reino Unido, que ainda fica atrás da Alemanha, da China e dos Estados Unidos, que lideram o ranking pela primeira vez nos últimos cinco anos.

De acordo com a avaliação dos empresários, o Brasil está sendo afetado pelo fraco investimento, a alta da inflação e um cenário de baixo crescimento econômico.

Apesar da recente crise vivida pela Espanha e das incertezas da zona do euro, como a eleição na Grécia o conflito na Ucrânia, 39% dos executivos do país estão mais otimistas com o futuro, índice maior do que a média global (37%) registrada pela PwC neste ano.

Ainda segundo a pesquisa, 35% dos empresários espanhóis – 12% a mais do que no último levantamento – esperam um aumento de receitas de suas companhias nos próximos 12 meses. Nos próximos três anos, essa confiança chega aos 63%.

Os espanhóis só não estão mais otimistas do que os entrevistas do Reino Unido (41%), conforme os dados divulgados pela consultoria.

Em nível global, os presidentes e diretores-executivos de economias emergentes, como Índia (45%), China (44%) e México (42%), foram responsáveis por impedir que o índice reduzisse ainda mais.

Mas a crença sobre o crescimento cai de forma bastante relevante entre os líderes empresariais de países produtores de petróleo. O principal exemplo são os russos: passaram do topo do otimismo em 2014 para os mais pessimistas na pesquisa deste ano.

Situação parecida também foi registrada entre dirigentes do Oriente Médio, da Venezuela e da Nigéria, também grandes dependentes do petróleo, que vive uma grande crise de preços desde o meio do ano passado.

Os empresários também mostraram outras preocupações, como a excessiva regulação do mercado, a falta de talentos e as incertezas geopolíticas.

"Outras ameaças significativas são a mudança do comportamento dos consumidores, o alto custo e a volatilidade dos preços da energia, além da perda de confiança nas empresas", apontou o levantamento da PwC.

Revista Época Negócios