Justiça absolve ex-diretor do FMI

By | 13/06/2015

Paris. A Justiça francesa absolveu, ontem, Dominique Strauss-Kahn das acusações de proxenetismo. A decisão põe fim a uma série de escândalos sexuais que destruíram a carreira política do ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI). Proxenetismo é o ato de obter benefícios econômicos da prostituição de outras pessoas.

O antigo político da esquerda francesa, tido como favorito nas eleições presidenciais de 2012, ficou calado durante a leitura da sentença, no Tribunal Correcional de Lille, no Norte da França.

No caso, tornado público em 2011, Strauss-Kahn era acusado de participar de encontros sexuais com prostitutas, organizados em Lille, na Bélgica, e em Washington, onde fica a sede do FMI. Atualmente com 66 anos, ele nunca negou ter participado dessas orgias, mas afirmou desconhecer que algumas parceiras eram profissionais.

Ao todo, 14 pessoas foram acusadas no caso conhecido como Carlton, em referência ao Hotel Carlton, em Lille, onde trabalhavam alguns dos acusados.

Após ter libertado sete protagonistas, incluindo um proprietário de bordéis na Bélgica, e condenado a um ano de prisão, com pena suspensa, um antigo responsável do Hotel Carlton, de Lille, a corte considerou que Strauss-Kahn não era o organizador das orgias com prostitutas.

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