Juro médio do cartão de crédito alcança 334% ao ano em janeiro, diz BC

By | 26/02/2015

A taxa média de juros do cartão de crédito rotativo alcançou 334% ao ano em janeiro, segundo o Banco Central. Um ano antes, a taxa estava em 309,5%. Essa é a linha mais cara entre as principais modalidades de crédito para o consumo.

O órgão passou a divulgar o dado referente ao cartão de crédito a partir desta quarta-feira (25), retroagindo a dezembro de 2013 neste momento.

No cheque especial, os juros subiram ainda mais, de 154,1% para 208,7% ao ano na mesma comparação.

Na média, a taxa de juros do crédito ao consumo passou de 45,7% em janeiro de 2014 para 52,6% ao ano em janeiro de 2015, de acordo com a pesquisa de crédito do BC. Em dezembro, a taxa média estava em 50,1% ao ano. A pesquisa sofreu alterações metodológicas que alteraram seus dados a partir da divulgação feita nesta quarta-feira.

A inadimplência, que estava em 4,4% tanto em janeiro como em dezembro do ano passado, subiu para 4,5% em janeiro de 2015 no crédito para pessoas físicas com taxas de mercado.

Estoque

O estoque total de crédito recuou 0,2% em janeiro em relação a dezembro e acumula alta de 11% em 12 meses, para R$ 3 trilhões. Houve queda de 1,1% na contratação pelas empresas, movimento sazonal de início de ano, mas alta de 0,9% para as pessoas físicas.

Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), recuou de 58,9% para 58,5% entre dezembro e janeiro.

As operações com taxa de juros e recursos livres recuaram 0,7% no mês e cresceram 5,1% em 12 meses. O crédito com recursos controlados e subsidiados avançou 0,5% no mês e 18,2% em 12 meses.

Regiões

O BC também passou a divulgar mensalmente os dados sobre crédito por região. No Sudeste, o saldo ficou estável em relação a dezembro e teve acréscimo de 12,7% em 12 meses. Na região Sul, as variações foram de queda de 0,1% no mês e alta de 11% em 12 meses.

No Nordeste, o volume de crédito cresceu, respectivamente, 0,3% e 9,4%. No Norte, houve queda de 0,1% no mês e alta de 9,2% em 12 meses.

O destaque foi o Centro-Oeste, com crescimentos de 0,5% e 17,6% nos mesmos períodos.

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