Jordânia diz ter destruído 56 alvos

By | 09/02/2015

Amã A Jordânia, determinada a destruir o grupo Estado Islâmico (EI) anunciou ontem ter destruído 56 alvos jihadistas em três dias de bombardeios, depois da execução de um de seus pilotos, queimado vivo pelos extremistas.

O chefe da força aérea da Jordânia, o general Mansur Al-Jobur, declarou em uma coletiva de imprensa que os ataques aéreos desde quinta-feira destruíram 20% da capacidade militar do EI, embora ele não tenha especificado os locais dos ataques.

A Jordânia advertiu que tem a intenção de acabar com o grupo jihadista que matou Maaz Al-Kassasbeh, capturado em dezembro pelo EI após a queda de seu avião na Síria.

"No primeiro dia de campanha para vingar o nosso piloto, destruímos 19 alvos, incluindo campos de treinamento e equipes", disse ele.

Outros 18 alvos, incluindo depósitos de combustível, de munições e centros logísticos foram bombardeados na última sexta-feira, e no sábado, as forças jordanianas destruíram mais 19 alvos, incluindo quartéis e centros residenciais.

"Até agora, a campanha já destruiu 20% da capacidade de combate do Daesh (sigla em árabe para ‘Estado Islâmico no Iraque e no Levante’)", afirmou o general Jobur.

O ministro das Relações Exteriores jordaniano, Nasser Judeh, disse que nesta semana a força aérea de Amã bombardeou os jihadistas na Síria e no Iraque, os dois países onde o EI proclamou seu "califado".

"Estamos determinados a aniquilar este grupo terrorista", disse Jobur durante uma coletiva de imprensa ontem, acrescentando que continuarão com os bombardeios nos próximos dias.

O ministro do Interior, Hussein Majali, explicou por sua vez, citado pelo jornal "Al Rai", que o cruel assassinato de Kassasbeh foi um "ponto de viragem" na luta da Jordânia contra o jihadismo. O país faz parte da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para lutar contra o EI desde setembro.

Jobur indicou que os caças jordanianos realizaram 946 dos 1.500 ataques aéreos lançados pela força internacional desde o início da campanha, acrescentando que 7.000 jihadistas morreram desde que Amã entrou para a coalizão.

Crimes de guerra

Os combatentes alemães do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria podem ser julgados ao voltar ao seu país por crimes de guerra, informou ontem o jornal "Welt am Sonntag", que afirma que o Ministério Público já abriu investigações neste sentido. O Ministério Público federal investiga ao menos dois casos por crimes de guerra, uma acusação passível de prisão perpétua.

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