Inovação barateia Raio X digital

By | 13/02/2015

Dentistas devem contar com a tecnologia do Raio X digital odontológico a preços mais baixos que os atualmente encontrados no mercado a partir de janeiro de 2016. O Instituto Atlântico, a empresa brasileira Gnatus e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão bancando um investimento da ordem de R$ 5 milhões para desenvolver o primeiro equipamento de radiologia odontológica digital nacional.

"O objetivo é que esse produto chegue ao mercado com um preço mais competitivo que os produtos importados, que já são vendidos. Eu ainda não sei qual será o preço, mas deve ser bem mais barato que a tecnologia importada", afirma o gerente comercial do Instituto Atlântico, Francisco Siqueira.

A etapa de pesquisa do projeto – que foi coordenado pelo instituto em parceria com a Gnatus e o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Vanderley Bagnato – já está finalizada e durou dois anos. Agora, produto passa pelas etapas de produção e certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Gnatus será a encarregada de fabricar o equipamento para o mercado.

Menor tempo de exposição

A tecnologia desenvolvida permitirá a produção de imagens radiográficas intraorais digitais, baseado na leitura de placas fotoluminescentes e reutilizáveis. "Além de nós estarmos permitindo que não haja mais os produtos que podem poluir o ambiente, sem o uso dos filmes de raios x tradicionais, o tempo de exposição do paciente ao raio será bem menor", explica o gerente do Atlântico.

O instituto faz pesquisa e desenvolvimento nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações com projetos que atendem principalmente à indústria, e setores como o de saúde e de energia, e financeiro . Fundado em 2001, em Fortaleza, o Atlântico emprega atualmente cerca de 300 pessoas em Fortaleza e na filial em São Paulo, tendo faturado R$ 34 milhões no ano passado.

A Gnatus é uma empresa brasileira com filiais no México, Bolívia, Emirados Árabes e uma fábrica na China. Investe em pesquisa e desenvolvimento, exporta para mais de 142 países e é responsável por um terço das exportações do Brasil no setor do mercado em que atua há mais de 30 anos.

Negócios