Grupo EI perdeu 22 mil combatentes

By | 22/01/2016

Paris. Cerca de 22 mil jihadistas morreram em operações militares da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria no último ano e meio, informou o ministro francês da Defesa. "Há uma cifra que a coalizão dá (…) são 22 mil mortos desde o início das operações" no Iraque e na Síria no inverno boreal de 2014 disse Jean-Yves Drian à TV France 24, admitindo que a cifra é, sem dúvida, "um pouco aproximada".

Segundo Le Drian, o EI ainda conta com 35 mil combatentes, ao menos 12 mil deles de nacionalidades estrangeiras (nem sírios, nem iraquianos). "Não há nenhuma ofensiva do Daesh (acrônimo em árabe para o EI) há algum tempo (…). O Daesh enfrenta uma situação de extrema fragilidade, mas deve-se manter a prudência", afirmou.

Ontem, a Bélgica prendeu dois suspeitos de ligação com os ataques de 13 de novembro em Paris que mataram 130 pessoas, informou a procuradoria federal belga. Eles foram identificados como o belga Zakaria J., nascido em 1986, e o marroquino Mustafa E., nascido em 1981, e detidos durante buscas no bairro de Molenbeek, em Bruxelas.

Enfraquecimento

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse ontem que acredita que as condições militares do EI no Iraque e Síria serão seriamente enfraquecidas até o fim de 2016.

Ao ser perguntado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, se este ano seria o fim do Estado Islâmico, Kerry respondeu: "Acredito que até o final de 2016, nosso objetivo de seriamente enfraquecer o Estado Islâmico será alcançado. Acho que estamos no caminho certo", afirmou.

O secretário disse que o EI já perdeu de 20 a 30% de seu território no Iraque e Síria juntos, e cerca de 40% no Iraque.

O governo americano endureceu regras do programa de dispensa de visto, que permite a cidadãos de 38 países permanecerem nos EUA três meses sem autorização prévia de consulados ou embaixadas. A medida é resposta aos ataques terroristas e visa a dificultar a entrada nos EUA de europeus recrutados pelo Estado Islâmico.

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