Governo argentino diz que marcha de apoio a promotor morto foi opositora

By | 19/02/2015

O porta-voz do governo argentino, Jorge Capitanich voltou a criticar a marcha silenciosa que reuniu milhares de pessoas em Buenos Aires e em cidades do interior na noite de quarta-feira (18).

Segundo Capitanich, em meio à marcha havia cartazes contra o governo e com expressões agressivas à presidente Cristina Fernández de Kirchner. Isso demonstra, segundo ele, que o protesto foi uma manifestação opositora.

"Debaixo do silêncio, houve uma dose de crítica", afirmou, em seu pronunciamento diário na Casa Rosada, nesta quinta (19).

Segundo a Polícia Metropolitana da cidade de Buenos Aires, cerca de 400 mil pessoas foram ao protesto na capital argentina. Houve outras manifestações em Rosario, Mendoza, Córdoba e outras cidades argentinas.

As manifestações foram feitas para lembrar um mês da morte do promotor de Justiça Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro quatro dias após denunciar Cristina por encobrir os autores do maior atentado da história do país.

O ataque terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) deixou 85 mortos e mais de 300 feridos em 1994. O Irã é o principal acusado pela ação. Na versão de Nisman, a presidente teria atuado para barrar a apuração por razões comerciais.

Em discurso horas antes da marcha, Cristina Kirchner não se pronunciou sobre o protesto, durante inauguração de uma usina nuclear a noroeste de Buenos Aires. O protesto também foi duramente criticado por outros militantes kirchneristas.

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