Fumantes vivem até 10 anos menos que os não fumantes

By | 24/02/2015
Um estudo australiano com mais de 200 mil pessoas daquele país mostrou que até dois em cada três fumantes morrerão por causa do hábito, caso continuem fumando.
 
A pesquisa, publicada hoje na revista “BMC Medicine”, é a primeira realizada com uma grande amostragem a mostrar que o número de mortes relacionadas com o tabagismo pode chegar a dois terços do total de fumantes.
 
"Sabíamos que fumar era ruim, mas agora temos uma prova direta e independente que confirma as conclusões perturbadoras que surgem no mundo inteiro"disse Emily Banks, diretora do Instituto Sax e pesquisadora da Universidade Nacional da Austrália. "Mesmo com um baixo índice de fumantes que temos no país, descobrimos que o risco de morte prematura entre eles é três vezes maior do que do resto da população. Eles morrem dez anos mais cedo do que os demais".
 
É comum ouvir um especialista dizer que cerca de metade dos fumantes morre de alguma doença relacionada ao tabagismo, mas estudos recentes com uma amostragem reduzida de mulheres britânicas mostraram que este percentual pode chegar a até 67%. "Conseguimos mostrar exatamente o mesmo resultado em uma amostra muito grande da população", destacou Emily Banks.
 
A pesquisa resulta de quatro anos de análise sobre dados de saúde de mais de 200 mil homens e mulheres. Pioneira em medidas restritivas à indústria do tabaco, a Austrália tem uma das menores taxas de fumantes no mundo (13% da população). Os dados também mostram que fumar 10 cigarros por dia dobra o risco de uma pessoa morrer, e fumar um maço por dia eleva esse risco em quatro ou até cinco vezes.
 

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