Ex-prefeita foragida há 39 dias afirma que se escondeu em aldeia indígena

By | 30/09/2015

A ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, que estava foragida da Polícia Federal há 39 dias, afirmou em depoimento que se escondeu em uma aldeia indígena do próprio município, no Maranhão. Ela se entregou à sede da PF na segunda-feira (28).

Após a deflagração da Operação Éden, que apura irregularidades e desvios na educação do município de Bom Jardim, foi decretada a prisão de Lidiane no dia 20 de agosto, por suposta participação no caso com o desvio de cerca de R$ 15 milhões. De acordo com o delegado da PF Romildo Lajes, a declaração dada por ela é vista apenas como uma ‘manobra’ da defesa para dizer que Lidiane não estava em fuga.

Após prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, a ex-prefeita realizou exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Depois da decisão de que iria para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas ter sido revogada, Lidiane passou a noite no Presídio do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBM-MA), em um quarto com janela, banheiro, duas camas de solteiro, televisão, frigobar e ar-condicionado. Por ordem judicial, a TV e o frigobar teriam sido retirados do local.

Eleita em 2012

Após o então namorado na época, Beto Rocha, ter a candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa, Lidiane assumiu a disputa pela prefeitura de Bom Jardim e foi eleita aos 22 anos. Após assumir o cargo, os posts da ex-prefeita chamavam atenção nas redes sociais por conta do luxo: ela ostentava veículos caros, festas e comentava que o dinheiro estava sobrando.

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