Eurogrupo rejeita pedido da Grécia para estender programa de resgate

By | 30/06/2015
Grécia (Foto: Agência EFE)

 

Os ministros de Economia e Finanças da zona do euro descartaram nesta terça-feira conceder outra ampliação do resgate à Grécia, diante da impossibilidade de realizar os trâmites necessários antes que o atual programa expire (à meia-noite local e 19h de Brasília). A informação foi dada pelo ministro das Finanças eslovaco, Peter Kazimir, no Twitter.

Ele e os demais ministros voltarão a ter uma conferência telefônica na manhã desta quarta-feira, anunciou Michel Reijns, porta-voz do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, através da mesma rede social. "O programa terá acabado nesta meia-noite", disse Kazimir, "a última data limite para uma extensão do programa grego era o fim de semana. Devido aos procedimentos parlamentares, há uma incapacidade de ampliar o programa além de hoje", acrescentou.

"O Eurogrupo terminou. A carta de (o primeiro-ministro grego, Alexis) Tsipras inclui três pedidos. A extensão do programa e uma redução (da dívida) não são possíveis", disse por sua parte o ministro da Finlandia, Alexander Stubb. Sobre o pedido do líder do Syriza de um novo programa de resgate, Stubb disse que este tipo de pedido "sempre é tratado através dos procedimentos normais".

Em sua carta, Tsipras solicita aos seus sócios uma nova prorrogação "curta" e um novo "empréstimo" de dois anos via Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo de resgate permanente da zona do euro, para honrar o pagamento de sua dívida, tanto externa como interna. O primeiro-ministro grego não faz alusão em sua carta a uma participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) a um empréstimo deste tipo.

Após meses de negociações, a falta de acordo sobre as medidas que a Grécia deveria aplicar como condições para o empréstimo levaram ao fim da prorrogação de quatro meses concedida à Grécia em seu programa de resgate. Isto representa que a Grécia perde a possibilidade de acessar os recursos ainda existentes, que somariam 1,6 bilhão de euros, explicaram hoje fontes comunitárias.

Revista Época Negócios