EUA vão retirar mais militares que agiam contra o ebola na África

By | 12/02/2015

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta (11) a retirada de mais militares dos EUA que lutavam contra o ebola na África ocidental.

A partir de agora, haverá uma transição para o apoio civil para reduzir a zero o número de mortes causadas pela doença na região.

Em uma cerimônia na Casa Branca, Obama confirmou que os 2.800 militares dos EUA que viajaram à África ocidental no auge da epidemia para apoiar as autoridades locais serão reduzidos a quase uma centena a partir de 30 de abril.

"As tropas vão voltar para casa não porque não há mais trabalho a fazer, mas porque elas foram tão eficazes na criação de infraestrutura que agora estamos equipados para lidar com o trabalho a ser feito na região", disse Obama.

Os especialistas em logística militar e engenheiros sanitaristas que o Pentágono enviou à África se uniram a cerca de 1.500 profissionais de saúde e conseguiram a construção de numerosas unidades de combate ao ebola", acrescentou o presidente.

Obama disse que estava na cerimônia não para "declarar missão cumprida, mas para fazer uma transição na luta contra o ebola". "Nosso objetivo agora é chegar a zero [casos], porque haverá riscos enquanto houver um caso ativo."

O esforço dos EUA agora, segundo o presidente, se concentrará em expandir a resposta civil contra a doença. Isso será trabalho dos cerca de cem soldados que permanecerão no continente e dos mais de 10 mil especialistas civis que têm apoio dos Estados Unidos.

Com a diminuição no número de casos da doença, cerca de 1.500 militares dos EUA já deixaram a África ocidental.

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