EUA vão criar nova agência de cibersegurança, diz fonte do governo

By | 10/02/2015

O governo dos Estados Unidos está criando uma nova agência para monitorar ameaças de cibersegurança, reunindo e analisando informações sobre uma gama de riscos, anunciou um funcionário de alto escalão do governo do presidente dos EUA, Barack Obama, nesta terça-feira.

O Centro de Integração de Inteligência para Ameaças Cibernéticas (CTIIC, na sigla em inglês) será um “centro de inteligência que irá ‘ligar os pontos’ entre várias ameaças cibernéticas à nação, de forma que os departamentos e as agências relevantes estejam cientes destas ameaças no que houver de mais próximo do tempo real”, disse a autoridade, sob condição de anonimato.

Obama colocou a cibersegurança no topo de sua agenda para 2015 na esteira dos ataques virtuais às empresas Sony Pictures, Home Depot, Anthem e Target e ao próprio governo federal.

O presidente democrata a vê como uma área de cooperação com o Congresso, liderado pelos republicanos.

Várias agências federais têm componentes de cibersegurança, inclusive a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), o Departamento de Segurança Nacional, a polícia federal (FBI, na sigla em inglês) e a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês).

O governo Obama está tentando conectar as agências “para que só haja um ponto para todo o governo dos EUA”, disse Shawn Henry, presidente da agência de cibersegurança CrowdStrike, no programa “This Morning” da rede CBS.

“Esta é uma boa estratégia. É importante porque há muitos dados diferentes de inteligência entrando. Você tem que colaborar e organizar tudo isso”, disse ele.

O CTIIC terá como meta “fluxos de inteligência uniformes entre os centros, incluindo os responsáveis pelo compartilhamento com o setor privado”, afirmou o funcionário.

A coordenadora de contraterrorismo da Casa Branca, Lisa Monaco, irá anunciar formalmente o novo centro em um comunicado nesta terça-feira.

O governo Obama assemelha a nova agência ao Centro Nacional de Contraterrorismo, criado após os ataques de 11 de setembro de 2001 em reação às críticas de que as agências de inteligência não estavam se comunicando umas com as outras.

Ela terá uma amplitude de visão semelhante, fornecendo “análises integradas e de todas as fontes” sobre ameaças, segundo a autoridade.

“Nenhuma agência atual tem a responsabilidade de realizar estas funções, então precisamos que esses vácuos sejam preenchidos para ajudar o governo federal a cumprir com suas responsabilidades de cibersegurança”, afirmou.

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