Escolas invadidas terão festa de Ano Novo

By | 01/01/2016
Estudantes da Fernão Dias também prepararam um churrasco de Natal  (Foto: Reprodução/ Facebook)

Há 51 dias acampados na Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, os alunos preparam para hoje uma festa de Ano Novo na ocupação para, em seguida, sair da unidade até domingo. O colégio foi o primeiro a ser invadido na capital contra a reorganização escolar, suspensa no início deste mês pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Dez unidades ainda permanecem tomadas pelos estudantes.

De acordo com os alunos da unidade, a dirigente de ensino da região pediu que eles desocupassem a unidade para que as aulas de reposição deste ano letivo pudessem ser retomadas na segunda-feira. Ela ainda teria proposto, segundo eles, a montagem de um projeto sobre temas que gostariam que fossem abordados na reposição.

"Vimos que não só barramos a reorganização, mas que os alunos ganharam mais voz e participação na gestão escolar e dentro da sala de aula", disse o estudante Heudes Oliveira, de 18 anos, da Fernão Dias.

Na Escola Godofredo Furtado, também em Pinheiros, os alunos estão organizando uma festa fechada para hoje e, depois, um evento aberto para a comunidade e os pais amanhã. "Estamos nos preparando para sair, mas queremos garantir algumas mudanças. A diretora, por exemplo, é muito autoritária e implica com a roupa das alunas. Não vamos tolerar mais essa perseguição e machismo", disse a estudante Ariane Lima, de 17 anos.

Polícia

Os alunos da Escola João Dória, no Itaim Paulista, acusaram, por uma rede social, policiais militares e a direção da unidade de os retirarem à força da ocupação na noite de anteontem. Segundo o relato, policiais ameaçaram quebrar cadeados para entrar no local. Os alunos disseram que, por medo, liberaram a entrada. Em seguida, funcionários da direção da escola chegaram ao local e eles foram obrigados a sair do colégio. Uma estudante de 15 anos foi levada para o 50.º Distrito Policial, sob acusação de dano ao patrimônio público, mas foi liberada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Revista Época Negócios