Emprego na indústria fecha 2014 em queda de 3,2%, diz IBGE

By | 11/02/2015
Apesar da ligeira recuperação de 0,4% em dezembro do ano passado, em relação ao mês de novembro – na série livre de influências sazonais, o emprego no setor industrial fechou 2014 com queda acumulada de 3,2%. O resultado do último mês do ano interrompe uma sequência de oito meses consecutivos de resultados negativos. 
 
Ao fechar com a taxa anualizada (acumulada dos últimos doze meses) de 3,2%, o emprego na indústria manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013, quando a taxa de emprego ficou negativa em 1%. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal, Emprego e Salário (Pimes) foram divulgados nesta segunda-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, na comparação com dezembro de 2013, o emprego no setor caiu 4% – o 39º resultado negativo consecutivo nessa comparação.
 
A queda de 4% em dezembro do ano passado, em relação a dezembro de 2013, reflete retração no emprego nos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo sobre a média global veio de São Paulo (-4,7%). Também registraram resultados negativos a Região Nordeste (-4,4%); Minas Gerais (-4,5%); Região Norte e Centro-Oeste (-4,4%); o Rio Grande do Sul (-3,3%); Paraná (-2,8%); e Rio de Janeiro (-4%).
 
Por outro lado, os dados do IBGE indicam que no acumulado dos 12 meses de 2014, a queda de 3,2% reflete resultados negativos em 13 dos 14 locais analisados e em 16 dos 18  setores avaliados. O principal impacto negativo no ano veio de São Paulo (-4,3%), seguido por Rio Grande do Sul (-4,2%), Paraná (-4,2%), Minas Gerais (-2,8%), Região Nordeste (-2,1%), Rio de Janeiro (-2,8%) e Região Norte e Centro-Oeste (-1,7%). Já o estado de Pernambuco foi o único a registrar ligeiro avanço, de 0,1%.
 
Setorialmente, ainda no índice acumulado do ano, as contribuições negativas mais relevantes para o emprego vieram de produtos de metal (-7,3%), meios de transporte (-5,4%), máquinas e equipamentos (-5,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,2%), calçados e couro (-8,0%), vestuário (-3,4%), outros produtos da indústria de transformação (-4,5%), produtos têxteis (-4,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,5%) e metalurgia básica (-4,1%).
 
Em dezembro de 2014, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, teve variação negativa de 0,1%, na comparação com o mês imediatamente anterior. O resultado foi a oitava taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 4,9% no período.
 
No índice acumulado de janeiro a dezembro de 2014, houve recuo de 3,9% no número de horas pagas, com 16 dos 18 setores pesquisados apontando redução. Os impactos negativos mais relevantes foram verificados nos ramos de produtos de metal (-8,5%), máquinas e equipamentos (-7%), meios de transporte (-6,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,7%), calçados e couro (-9,0%), vestuário (-3,8%), alimentos e bebidas (-1,1%).
 
Em dezembro de 2014, no entanto, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, avançou 1,9% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando parte do recuo de 2,4% registrado em novembro último. Vale destacar que nesse mês verifica-se a influência positiva tanto da indústria de transformação (1,6%), como do setor extrativo (3,7%).
 
Apesar do avanço de dezembro, no índice acumulado nos doze meses de 2014, o valor da folha de pagamento real fechou negativo em 1,1%, com taxas negativas em 11 dos 14 locais pesquisados.

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