Egídio Serpa

By | 14/06/2015

Água: debate da prioridade

Na segunda-feira, 8, na Adece, reuniu-se quem tem a ver com a economia do Ceará no dia de hoje e daqui a 30 anos – autoridades, técnicos e empresários da indústria, da agricultura e da pecuária. De olho em 2044, mas vendo as estatísticas das estações de chuvas dos últimos 150 anos, concluíram: dentro de três décadas a água será tão ou mais valiosa do que o ouro. Um estudo recente apurou que a oferta de água para uso econômico será subordinada – obrigatoriamente – a uma lista de prioridades, em cuja cabeça estarão as empresas que produzirem mais com menos água e com o maior número de empregados formais – no campo e na cidade. Valerá ainda, como vantagem comparativa, a importância da produção. Os alimentos saudáveis para crianças e adultos terão prioridade na oferta de água. Este é o início de um debate.

Informa a Ceará Portos, que administra o Porto do Pecém: de janeiro a maio deste ano, foram exportadas por aquele terminal 18 mil toneladas de melão, equivalentes a 1.764 contêineres.

Preço real

Mesmo que em 2016 as chuvas recarreguem os açudes cearenses, já está certo de que o governo do Estado não garantirá a oferta de 100% da água de que necessitarão a indústria e a agropecuária. E mais: uma fonte da Adece opina: "Um dos maiores estímulos para a redução do consumo de água é cobrar pelo seu uso o preço real". Verdade.

Arroz

Na área da gestão dos recursos hídricos, no governo do Estado, há uma opinião que cresce diante da crise de oferta de água: o Ceará tem de usar a inteligência para manter emprego e renda com a pouca água disponível. Exemplo: será mais barato pagar seguro safra aos poucos rizicultores do que seguir gastando muita água para produzir pouco arroz.

Camarão

Do limão faz-se a limonada. No município de Jaguaruana, o limão é a água salobra que sai dos poços profundos que antes irrigavam área produtoras de frutas. A limonada é o sal que essa água contém e que hoje garante a atividade de mais de 600 mini e micro criadores de camarão da variedade Vanamei – a mais consumida no mundo. O negócio vai tão bem, que a Associação dos Criadores de Camarão do Ceará passou a oferecer-lhes assistência técnica que, como um milagre, tem aumentado a produtividade.

Refrigeradores

O aumento dos índices de consumo de produtos como sorvetes e bebidas reflete diretamente no mercado de refrigerados comerciais, que de 2008 a 2014 cresceu 45%. A cearense Esmaltec, uma das gigantes brasileiras do setor, tem crescido também, pois está atenta às tendências do mercado, informa seu gerente geral, Carlos Eduardo Salles. A Esmaltec participou em São Paulo da Fispal Food Service, maior feira do setor, que se encerrou sexta-feira, 12, e na qual mostrou seus produtos.

Estradas

Nesta época de crise, com queda de receita tributária, como vai a relação de empresas construtoras de estradas com o governo do Estado do Ceará? Um empreiteiro resumiu assim o cenário: "As obras que têm financiamento do BID ou do Banco Mundial não sofreram solução de continuidade – os pagamentos estão em dia. Mas as que são bancadas pelo Tesouro estadual enfrentam atraso de até três meses".

Ah!!

Municípios

Domingos Filho, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e vice-governador do Estado, declara-se municipalista e defensor da criação de mais unidades municipais no Ceará. Mesmo que isso signifique a criação de mais empregos para os políticos e a ampliação do déficit público.

Oh!!

Asfalto

Há algumas ruas de Fortaleza que – de tão esburacadas – precisam não de uma operação tapa-buraco, mas de um novo pavimento. É o caso da Barbosa de Freitas e da Carolina Sucurpira, na Aldeota, e da Osório de Paiva – em direção à cidade de Maranguape, no Siqueira. Há muito serviço a ser feito até a eleição.

"Muitas vezes, as circunstâncias impõem movimentos táticos para alcançar o objetivo"

Presidente Dilma Rousseff, 5ª feira, falando no congresso do PT, a cujos militantes explicou que o ajuste fiscal é duro, mas tem como objetivo fazer do Brasil uma nação mais desenvolvida e mais justa

Livre Mercado

Na quinta-feira, 11, o Centro Industrial do Ceará fez festa para celebrar 95 anos e para, principalmente, recordar os tempos áureos da entidade, entre 1978, quando ela foi ocupada por jovens empresários, e 1986, quando seu líder mais carismático, Tasso Jereissati, se elegeu governador do Estado. Assis Machado, que foi um dos presidentes do CIC naquela época, lembrou as reuniões em que todo mundo falava ao mesmo tempo e todos se calavam quando Tasso dizia: "Eu acho que…" E todos silenciavam para ouvir a opinião de Jereissati. Cláudio Ferreira Lima conta em livro essa época.

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