Ebola prejudica combate ao HIV

By | 28/02/2015

Freetown. O surto do ebola no oeste africano interrompeu o progresso no combate ao HIV em Serra Leoa, fechando clínicas de saúde e assustando pacientes de serem testados ou buscar tratamento, disse a Organização das Nações Unidas (ONU).

Em um documento interno o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) levantou algumas preocupações de que o predomínio do HIV e resistência a drogas no país podem subir.

O surto de ebola matou mais de 9.500 pessoas, infectou mais de 23.500 outras e pressionou os sistemas de saúde, já fracos, de Serra Leoa, Guiné e Libéria.

"Hospitais fecharam porque ficaram lotados de pacientes com ebola e os pacientes livres do vírus estão com medo de ir e serem contaminados", informou Hakan Bjorkman, que cuida do programa de combate à Aids do Pnud.

"As atividades de prevenção ao HIV nas escolas e conscientização para a população geral foram suspensas devido à restrição do movimento, do encerramento das instituições educacionais e do banimento geral de reuniões públicas", completou Bjorkman.

Cerca de 25% dos pacientes que recebem terapia com antirretrovirais para o vírus que causa Aids estão faltando aos compromissos clínicos em Freetown, capital de Serra Leoa, e arredores, onde estão as comunidades mais afetadas pelo ebola.

"Se (a questão) não for enfrentada rapidamente, nós prevemos que o vírus se espalhará para mais pessoas", alertou Hakan Bjorkman.

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