Dólar sobe mais de 1% e volta a R$2,61, após Fed mostrar otimismo sobre EUA

By | 29/01/2015
O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta quinta-feira e voltou à casa dos R$ 2,61, em linha com o exterior, após o Federal Reserve reiterar na véspera o otimismo sobre a economia dos Estados Unidos, reforçando as apostas de que o banco central norte-americano deve elevar os juros ainda neste ano. A moeda norte-americana subiu 1,37%, a R$ 1,6121na venda, chegando a bater R$ 2,6180 da máxima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,6 bilhão de dólares.
 
"Está claro que a economia dos Estados Unidos vai ter que parecer muito pior para que o Fed decida adiar a alta dos juros", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo. Ao fim da primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do ano, o Fed informou na véspera em comunicado que a economia dos EUA está se expandindo em "ritmo sólido", com fortes ganhos do emprego.
 
O documento levou parte dos agentes financeiros a reforçar a aposta de que a alta dos juros norte-americanos provavelmente virá neste ano. Nas últimas semanas, vinha ganhando corpo nos mercados a expectativa de que isso poderia acontecer mais tarde, embora economistas consultados em pesquisas da Reuters não acreditassem nesse cenário e vissem o aumento em meados deste ano.
 
A alta dos juros na maior economia do mundo deve atrair para os EUA recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, impactando o câmbio. Por isso, a divisa norte-americana se fortalecia contra as principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.
 
No Brasil, o dólar voltou a superar o patamar de R$ 2,60, após romper esse nível de suporte na semana passada. As medidas de rigor fiscal adotadas pelo governo brasileiro e expectativas de liquidez abundante nos mercados globais graças aos estímulos monetários na zona do euro contribuíram para reduzir as cotações do dólar.
 
"Dá para imaginar o dólar girando em torno de R$ 2,60. Os fundamentos não sustentam uma queda muito maior do que isso", disse o operador de câmbio de um importante banco internacional. 

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