Dólar fecha a R$ 2,8310, maior cotação desde novembro de 2004

By | 11/02/2015
Economia dos EUA Dólar (Foto: Shutterstock)

O dólar voltou ao maior patamar de fechamento de 2004 nesta terça-feira (10/02), reagindo à insatisfação dos investidores com a situação da economia brasileira e diante dos riscos de racionamento de água e energia e, ainda, do avanço registrado ante outras divisas no exterior.

No fim dos negócios, o dólar subiu 1,83%, a R$ 2,8310, no balcão. A cotação foi a maior registrada pela moeda desde o fechamento de 8 de novembro de 2004, quando atingiu R$ 2,8360. O volume de negócios totalizava US$ 972 milhões, perto das 16h30. Na máxima, o dólar à vista atingiu R$ 2,8360 e na mínima, registrou R$ 2,7850. No mercado futuro, o dólar para março avançava 2,21%, a R$ 2,8470, há pouco.

Dados publicados pela manhã pelo IBGE mostraram que o emprego na indústria avançou 0,4% na passagem de novembro para dezembro do ano passado, na série livre de influências sazonais, porém, acumulou uma queda de 3,2% em 2014. Os dados corroboraram indicadores anunciados recentemente que apontaram a deterioração econômica no País.

A piora dos indicadores domésticos, a falta de sinalização sobre o balanço da Petrobras, e as declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o câmbio feitas no fim do mês passado, continuam a minar o apetite por risco dos investidores no Brasil.

Analistas do mercado destacaram ainda que a proximidade do feriado prolongado de carnaval no país, durante o qual o mercado ficará fechado, também deixou os operadores na defensiva, que preferem ficar comprados em dólar, ou seja, apostando na continuidade da valorização da moeda.

O avanço do dólar ante o real também recebeu impulso da alta da moeda no exterior. O dólar ganhou força ante a maioria das divisas internacionais, beneficiado pelo avanço dos juros dos Treasuries, devido ao otimismo que tomou conta dos mercados após fontes afirmarem que a Comissão Europeia pretendia fazer uma proposta de acordo a Atenas durante reunião amanhã. Embora a informação tenha sido desmentida durante a tarde pelo governo alemão, o dólar e os juros dos Treasuries mantiveram-se em território positivo.

Revista Época Negócios