Do Segway ao braço robótico controlado pelo cérebro

By | 27/02/2015
Demonstração com o braço prostético (Foto: Divulgação/DEKA)

O diciclo Segway, que prometia ser uma revolução nos transportes, acabou se tornando símbolo de seguranças de shopping centers. Mas seu inventor, Dean Kamen, talvez venha a ser ainda mais famoso por seu novo projeto: um braço robótico controlado pelo cérebro do usuário. Eletrodos conectados ao corpo da pessoa perto do braço robótico detectam sinais musculares que servem como comando para se fazer movimentos, a partir da interpretação de um computador ligado a ele. Isso permite ao braço robótico pegar um copo de água, manipular um cartão de crédito e várias outras funções.

braço prostético (Foto: Divulgação/DEKA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já aprovado pela FDA, agência americana equivalente à Anvisa brasileira, o braço robótico desenvolvido pela DEKA, a empresa de Kamen, é modular e pode ser ajustado a pessoas que sofreram variados graus de lesão, desde a substituição de uma mão ou de um braço inteiro. O Departamento de Veteranos testou o braço em militares lesionados, constatando que 90% deles foram capazes de usar chaves, abrir zíperes, desembrulhar pacotes ou pentear o cabelo (atividades impossíveis de realizar com as próteses que usavam até então). Mais de 1.500 militares perderam braços ou pernas nas recentes guerras do Iraque e do Afeganistão, daí o interesse em pesquisar novas próteses que melhorem sua qualidade de vida.

Apelidado de “Luke”, numa referência ao personagem Luke Skywalker de Guerra nas Estrelas, o braço prostético ainda não tem prazo para ser lançado comercialmente. Além do Segway, a DEKA se notabilizou por outras invenções, como a seringa de autoinfusão para diabéticos e uma cadeira de rodas que sobe escadas, chamada iBOT, além de patrocinar o programa FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) que promove treinamento e competições de jovens na área de robótica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Revista Época Negócios