Do desemprego à realização do sonho em ser esteticista

By | 03/01/2016

A esteticista Luciana Esteves, 35, casada e mãe de três filhos foi pega de surpresa ao ser demitida em julho do ano passado por conta da crise econômica nacional. Entretanto, ao invés de ficar deprimida devido ao corte no quadro de funcionários na empresa onde trabalhava, resolveu correr atrás de seu objetivo e colocar em prática o antigo sonho de trabalhar com estética. "Fiquei bastante abalada, assustada e com medo. Mas pensei: ou fico em casa me lamentado ou vou à luta". E foi com essa atitude que nasceu a Lu Estética.

>O lado ‘B’ da crise: nova forma de começar 2016

>É preciso estar atento à demanda

Formada em Administração, a moradora do bairro Conjunto Ceará trabalhou por cinco anos com contabilidade numa companhia do ramo de petróleo que presta serviços para a Petrobras. Já quando começaram os rumores de corrupção envolvendo o nome da estatal, paralelo ao expediente, Luciana iniciou um curso na área de beleza. Após concluir a primeira formação, começou a atender os clientes, exercendo as duas atividades por quase cinco meses.

Quebra da rotina

Luciana saiu de uma rotina em um escritório fechado e horário rígido com muitas emissões de notas e controles de tributos para utilizar luvas, cremes e aparelhos que deixam os clientes mais bonitos e em forma. A lista de tratamento é extensa: redução de medidas, massagem modeladora, peeling, limpeza de pele, entre outros. Os pacotes vão de R$ 650 a R$ 1400.

Com o objetivo de levar novidades aos clientes e atendê-los cada vez melhor, constantemente, Luciana participa de cursos na área em que atua. Neste mês, começará a cursar Empreendedorismo no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para se inscrever como microempreendedora individual (MEI).

Da nova atividade, o que ainda não se acostumou foi com o trânsito que pega para ir até a casa dos clientes, mas não abre mão da liberdade de horários que conseguiu.

O principal desafio encontrado por ela para iniciar o novo negócio foi o medo, pois tinha receio de não dar certo por falta de demanda. O investimento alto, necessário à compra dos produtos e equipamentos, também preocupou a empreendedora. Foram aplicados na empresa cerca de R$ 20 mil, valor que ainda está sendo pago. "Não temos como saber se determinado negócio vai dar certo se não arriscarmos. Eu tentei e está dando certo e aposto no crescimento da minha empresa", comemora.

Atualmente, ela atende em domicílio clientes de Fortaleza, Maranguape (região metropolitana) e Beberibe (litoral leste). Em menos de seis meses, já triplicou a antiga renda mensal, que era de R$ 1.500. "Hoje, não tenho a segurança de receber um valor certo. Mas tenho mais qualidade de vida", analisa. As redes sociais são o principal meio de divulgação de seu trabalho.

Planos

Nos planos para este ano, está a consolidação do atendimento em domicilio, que considera ser o seu diferencial, e talvez a abertura de um novo espaço. Mas ela sabe que serão públicos diferentes, pois muitos clientes não abrem mão do conforto de serem atendidas em casa.

Para as pessoas que pensam em empreender em 2016, Luciana diz que é preciso acreditar no sonho, investir no negócio com planejamento e não ter medo das dificuldades que o novo pode apresentar.

"Problemas existem, mas são neles que a gente consegue força para superar obstáculos. Temos que ir em frente e batalhar. E não desistir no primeiro obstáculo que aparecer. Tem que ter persistência e foco", enfatiza, dizendo que está realizada com a nova profissão. (CK)

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