Cortes da Petrobras são positivos, diz Moody’s

By | 15/01/2016

São Paulo. A decisão da Petrobras de cortar seus gastos é positiva e ajuda a petrolífera a preservar seu caixa em um momento em que enfrenta significativo risco de refinanciamento, mas os desafios à estatal persistem, afirma a agência de classificação de risco Moody’s em nota divulgada nesta quinta-feira (14).

Enquanto o corte no gasto vai ajudar a proteger a posição de caixa da Petrobras, as opções de financiamento da empresa vão continuar limitadas devido ao cenário de preços de petróleo em queda e crise econômica no Brasil, de acordo com Nymia Almeida, a vice-presidente de crédito da agência, em relatório. "A Petrobras continua a operar sob condições difíceis. Como resultado, sua qualidade de crédito vai permanecer sob estresse considerável no curto e médio prazos", diz. Uma economia brasileira mais fraca, preços de petróleo mais voláteis, a depreciação do real, dificuldade na venda de ativos e incertezas políticas contribuem para reduzir as opções de financiamento da estatal, de acordo com a Moody’s.

De acordo com a agência, os bancos também estão enfrentando restrições para emprestar e vão ter mais apetite por riscos menores em uma economia em contração. A estimativa feita pela companhia de uma leve queda na meta para a produção em 2020 implica preços muito baixos de equipamentos e serviços, assim como contínua produtividade operacional, disse a Moody’s.

Redução nos gastos

Na terça-feira (12) a Petrobras anunciou corte de 36% dos gastos, para uma média anual de US$ 19 bilhões no período de 2017 a 2019, contra estimativa anterior de US$ 28,8 bilhões. A estatal tem cerca de US$ 24 bilhões em dívida vencendo nos próximos dois anos.

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