Cofundador do Facebook defende jornadas de trabalho mais curtas

By | 21/08/2015
Executivo dorme em sua mesa ; workaholic ; excesso de trabalho ; horas a mais trabalhadas ; exaustão ; carreira ; burnout ; deadline ;  (Foto: Shutterstock)

 

Dustin Moskovitz, o cofundador do Facebook, publicou em sua conta no Medium uma reflexão sobre o excesso de trabalho na área de tecnologia. Ele defende que a redução de carga horária e o investimento em momentos de prazer levam as pessoas a ter maior produtividade no trabalho.

O contexto usado por Moskovitz para o texto foi uma reportagem recente do The New York Times sobre os trabalhadores da Amazon. A difícil missão de quem atua na empresa, com jornadas ininterruptas e trabalho exaustivo é o foco da matéria do jornal norte-americano.

Moskovitz, no entanto, defende que o excesso de trabalho não é exclusividade da Amazon, mas algo comum no ramo de tecnologia, já que as empresas do setor tendem a acreditar que produtividade advém de horas destinadas à realização das tarefas.

No intuito de apresentar esse fato como uma prática ruim e, inclusive, uma causa de baixa produtividade, Moskovitz usa uma pesquisa do Draugiem Group, divulgada pela Fast Company, que aponta baixa qualidade nos serviços prestados por quem passa oito horas em seu posto de trabalho.

Dustin Moskovitz, o co-fundador do Facebook, em 2007 (Foto: Kimberly White/Getty Images)

“É com intensa tristeza que eu observo a cultura atual de intensidade na jornada de trabalho da indústria tecnológica. Minha conclusão é que estas companhias estão destruindo a vida pessoal de seus empregados e ganhando nada em troca”, disse Moskovitz em seu texto.

Por fim, em uma nota ao final do artigo, ele afirma falar com propriedade da indústria tecnológica por ser aquela onde está inserido, mas que acredita que outros setores reproduzem o mesmo comportamento.

Revista Época Negócios