CE: exportação é a pior desde 2009

By | 13/06/2015

Impactadas pelo arrefecimento da economia cearense, as exportações do Estado registraram, em maio último, o menor valor desde maio de 2009. As vendas para o exterior, no mês passado, somaram US$ 72,15 milhões – montante 16,47% inferior ao registrado em maio de 2014. Em comparação com abril deste ano, o recuo foi de 2,88%.

Considerando o resultado acumulado de janeiro a maio deste ano, o Ceará exportou US$ 398,98 milhões. O valor representa retração de 18,34% nas vendas, em comparação com os cinco primeiros meses de 2014.

"Quando as exportações são acima de US$ 100 milhões, quer dizer que o faturamento das indústrias e o nível de emprego estão indo bem. Quando é menor que esse valor, algo vai mal. Se a gente só alcançou US$ 72 milhões, quer dizer que o Ceará também está sendo muito afetado (pela crise)", afirma o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Eduardo Bezerra.

Ele ressalta que a indústria cearense tende a ser menos impactada pela situação, uma vez que os principais itens exportados possuem menos valor agregado, como alimentos, roupas e calçados. "São produtos que as pessoas não deixam de comprar. Então, a nossa indústria sofre menos do que a do Sul, por exemplo", ilustra.

Para Bezerra, um dos riscos da redução das exportações é a indústria não encontrar demanda suficiente para os produtos, diante de um mercado interno desaquecido. "Antes de 2013, o mercado nacional estava aquecido e, então, o que não era exportado era consumido aqui, e não havia prejuízo. Agora, é diferente", salienta.

Eduardo Bezerra destaca ainda que a seca também tem prejudicado as exportações de frutas – um dos principais itens comercializados pelo Estado. Os principais produtos vendidos para o exterior, em maio último, foram couro, calçados, coco, sucos de frutas e óleos de petróleo. Os principais compradores foram Estados Unidos, Alemanha, Argentina, China e Hungria.

Importações

As importações cearenses, por sua vez, totalizaram US$ 252,67 milhões em maio, o que consistiu em redução de 34,37% em relação ao total registrado em igual mês do ano passado. Os principais itens importados foram gás de petróleo, trigo, hulhas e briquetes, fornos industriais e produtos laminados. O Estado exportou sobretudo, naquele mês, para Nigéria, China, Noruega, Argentina e Catar.

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