Bovespa tem 4ª queda seguida e vai abaixo de 40 mil pontos pela 1ª desde 2009

By | 11/01/2016
BM&FBovespa, bolsa (Foto: Rafael Matsunaga/ (Arquivo) – Wikipédia)

O principal índice da Bovespa fechou em queda de mais de 1,5% nesta segunda-feira (11/01) e abaixo de 40 mil pontos pela primeira vez desde março de 2009, com a piora em Wall Street e o declínio do petróleo minando a tentativa de recuperação do pregão local.

O Ibovespa caiu 1,63%, a 39.950 pontos, menor nível desde 17 de março de 2009, na quarta queda consecutiva.

No pior momento, caiu 1,7%, a 39.924 pontos. Na máxima, pela manhã, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,9 por cento.

O volume financeiro da sessão totalizou  R$ 4,87 bilhões.

"O mercado está sem defesa e sem notícias locais que atraiam capital para a bolsa no curto prazo. Apenas o fato de estar barato em dólar não traz fluxo comprador expressivo", disse o operador Humberto Guidi, da corretora Spinelli.

Dados de fluxo da Bovespa mostram que o saldo de investidores estrangeiros em 2016 até o dia 7 está negativo em 688 milhões de reais.

Para o estrategista Luis Gustavo Pereira, da Guide Investimentos, o próximo suporte técnico importante deve ser em 36.450 pontos, que remete a níveis de 2008 e 2009, embora cite que haverá alguns suportes fracos no meio do caminho.

Nos Estados Unidos, as bolsas também não sustentaram ganhos iniciais, com o petróleo renovando mínimas em 12 anos, enquanto agentes financeiros aguardam o início da safra de resultados norte-americana.

Ainda endossaram as vendas no mercado local a manutenção das preocupações sobre a China e sua política econômica, em meio às persistentes incertezas no front político e econômico no Brasil.

Destaques

CIELO caiu 4,71%, com notícias de que Banco do Brasil e Bradesco estariam negociando a compra da fatia detida pelo Citi na concorrente Elavon no Brasil amparando realização de lucros. Na semana passada, o papel subiu da empresa de meios de pagamentos mais de 4 por cento.

PETROBRAS fechou com as ações ordinárias em queda de 3,56% e preferenciais com recuo de 2,87 por cento, seguindo o forte declínio nos preços do petróleo, que recuaram pela sexta sessão consecutiva.

BB SEGURIDADE caiu 3,14%, com agentes financeiros também analisando dados da indústria de seguros do país. Apesar de melhora nos volumes de apólices e contribuições em novembro, os lucros das seguradoras sofreram com resultados financeiros fracos.

BRADESCO e AMBEV recuaram 2,83% e 1,58%, respectivamente, também pesando no Ibovespa dada a elevada fatia que ambas detêm no índice.

VALE encerrou com as preferenciais em baixa de 3,41% na sexta sessão consecutiva em queda, tendo como pano de fundo nova recuo dos preços do minério de ferro na China.

SABESP subiu 2,56%, entre os maiores ganhos do Ibovespa, em meio a fortes chuvas em São Paulo e após assinar protocolo de intenções com a prefeitura de Guarulhos para estudos para resolver as relações comerciais e dívidas entre a cidade e a companhia de saneamento. O UBS também elevou o preço-alvo da ação de 16,50 para 19 reais.

MRV avançou 1,82%, após o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmar ao jornal Folha de S. Paulo que o governo pretende elevar o crédito de bancos públicos a setores considerados prioritários, entre eles habitação. BANCO DO BRASIL perdeu 2,87 por cento. 

TELEBRAS, que não faz parte do Ibovespa, encerrou com um salto de 223%, maior alta da bolsa nesta sessão, e com volume muito acima da sua média, após o jornal Folha de S.Paulo noticiar que o governo estuda fusão das estatais Telebras, Serpro e Dataprev para criar uma única empresa, ainda estatal, de tecnologia da informação e comunicação. Na máxima, disparou 300 por cento. As ações ordinárias subiram quase 45 por cento.

Revista Época Negócios