Bilionário Jack Ma diz que era mais feliz quando não tinha nada

By | 11/06/2015
Jack Ma  (Foto: Getty Images)

Jack Ma, o fundador e CEO do Alibaba, tornou-se um dos homens mais ricos da China após o IPO do gigante e-commerce bater recorde ao captar US$ 25 bilhões em setembro de 2014. Hoje, sua fortuna é estimada em US$ 25 bilhões, pela Forbes, o que o faz 33º homem mais rico do mundo e o 2º da China. Ma deve estar, no mínimo, mais feliz do que nos tempos de faculdade, quando mal conseguia pagar as contas. Mas não é exatamente assim que ele pensa. 

Após se formar em 1988, Ma trabalhou como professor de inglês em uma universidade local de sua cidade, Hanzhou, na China. Ele ganhava apenas US$ 12 por mês, segundo o documentário sobre sua vida chamado "Crocodile in the Yangtze". Eram tempos difíceis e duros. Mas foram os melhores anos de sua vida.  A constatação, que causa até certo estranhamento, foi feita ontem (09/06), segundo o Business Insider, durante palestra em Nova York no Economics Club, instituição sem fim lucrativos que promove estudos e reflexão sobre economia, política e sociedade. "Quando você não tem muito dinheiro, você sabe como gastá-lo", afirmou.
 

Para Ma, quando você torna-se um bilionário, a responsabilidade é muito maior. "Se você tem menos de US$ 1 milhão, você sabe como gastar o dinheiro. Mas com US$ 1 bilhão…isso não é seu dinheiro só. O dinheiro que tenho hoje é responsabilidade. É a confiança que as pessoas depositam em mim".  Na prática, Ma disse que, ao tornar-se bilionário, sentiu como se tivesse que tomar ações e atitudes para gastar seu dinheiro "em nome da sociedade". 

Após o IPO do Alibaba, Ma afirmou à imprensa na época que a partir daquele momento haveria muito mais pressão sobre ele, especialmente com "o mundo olhando para cada ação da empresa". "O IPO é bom porque….bem, eu estou feliz com o resultado", disse hesitante à CNBC. "Mas, honestamente, eu penso que quanto mais as pessoas pensam sobre você, mais você tem o dever de se acalmar e fazer o possível para tentar ser o que é", disse. 

Revista Época Negócios