Atacadistas absorvem alta de preços

By | 12/06/2015

Otimizar gastos e absorver aumento de preços repassados pelas indústrias são algumas das principais estratégias do setor de atacadistas e distribuidores do Ceará para lidar com o atual momento de recessão econômica. Neste ano, os empresários do ramo estão tendo que lidar com altos reajustes de fornecedores e, muitas vezes, veem-se na obrigação de absorvê-los, pois sabem que repassá-los ao consumidor poderia acarretar em baixas ainda maiores nas vendas.

"Os preços (repassados pela indústria) vêm aumentando, muitas vezes acima da inflação. Isso vem acontecendo, principalmente, nos últimos seis meses. Todos os segmentos de produtos estão sendo afetados", afirma o presidente da Associação Cearense dos Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Acad), Jocélio Parente.

O representante do setor afirma que a estratégia de negociar menores preços com os fornecedores nem sempre há êxito. "Nós sabemos que esse é um momento de alta de preços para todos os setores", defende.

Outra estratégia é o trabalho em equipe com o intuito de conseguir benefícios que melhorem o aproveitamento dos gastos dos 130 associados. Uma parceria entre a operadora de seguros Pamcary e a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) fornece seguros e serviços a preços mais competitivos.

Além disso, a Acad realizou ontem, às 12h, o Primeiro Almoço de Negócios da Acad no auditório Francisco de Assis Barreto de Sousa, em Fortaleza. No encontro, os participantes assistiram a uma apresentação do Consultor Raul Caminha com soluções em logística, setor vital para oferecer produtos de qualidade aos clientes e estimular o crescimento das empresas.

"A gente vem desenvolvendo um trabalho de parceiros em busca de soluções para os associados com a Pamcary e a TRK Seguros. São soluções baseadas em seguros, relacionadas a cargas, móveis e seguros patrimoniais, fazendo com que a gente entenda melhor como eles funcionam para que possamos fechar bons negócios. Uma dos aspectos é na gestão de riscos, trabalhando muito com a prevenção, apresentando algumas ferramentas que podem ser implementadas", defende o presidente da Acad.

Queda

Ele prevê que o primeiro semestre do ano feche com queda nas comercializações do setor no Ceará frente a igual período do ano passado, embora ainda não saiba precisar de quanto será o decréscimo.

Dados do Ranking Abad/Nielsen 2015-Ano Base 2014, o setor de atacadistas e distribuidores no Ceará alcançou crescimento nominal (que desconsidera os efeitos da inflação) de 14,1% no ano passado face a 2013.

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