Após investigações da Lava Jato, fundador da OAS deixa de ser bilionário

By | 25/02/2015
Construção civil (Foto: Shutterstock)

Fundador da construtora OAS, o executivo Cesar Mata Pires acumulou uma enorme fortuna com sua empresa participando da construção de estádios da Copa do Mundo, de plataformas de exploração de petróleo até estradas do Haiti a Angola. Em 2013, seu patrimônio superarava US$ 4 bilhões e, o auge chegou em 2014, quando a fortuna de Pires era estimada em US$ 7 bilhões, de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg. Cerca de um ano depois e após a OAS figurar como um dos centros de investigação da Operação Lava Jato, a fortuna de Pires é de menos de US$ 1 bilhão. Segundo a Bloomberg, a queda da fortuna pessoal do executivo deve-se não apenas as investigações de corrupção envolvendo empreiteiras e a Petrobras, como também o fraco crescimento econômico do país e as medidas de austeridade implantadas pela presidente Dilma Rousseff.

A perda de patrimônio líquido em maior escala, segundo a Bloomberg, começou em novembro quando a Polícia Federal realizou buscas na sede da empresa, prendeu diversos executivos – inclusive o presidente Leo Pires – e colocou a OAS na lista de um suposto cartel que envolveria a Petrobras, empresas e políticos para lavagem de dinheiro em superfaturamento de contratos. Pires não foi acusado, preso ou citado em irregularidades. Mas mostrou-se preocupado com a situação. Após a prisão de executivos – não só da OAS, mas de outras empreiteiras –  o jornal o Estado de S. Paulo revelou que Cesar Mata Pires procurou Marcelo Odebrecht, dono da emrpesa que leva seu nome, para saber como eles haviam escapado das prisões até agora.

A OAS foi um das seis empresas que teve executivos envolvidos em investigações de corrupção e propinas, mas foi a que mais sofreu consequências no mercado. Segundo a Bloomber, as notas emitidas pela empresa para 2019 caíram 88% desde a ação da Polícia Federal e deflagração da operação. A empresa também tem tido dificuldade para obter financiamento para pagar dívidas e cumprir pagamentos. A OAS também nega todas as acusações. 

Revista Época Negócios