700 empresas vão para mercado livre

By | 07/01/2016

Brasília. A queda na atividade econômica deverá impactar positivamente no custo da energia negociada a longo prazo no mercado livre, tornando-a mais barata e atraindo um número maior de empresas interessadas em adquirir energia oferecida pelas distribuidoras. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, pelo menos 700 empresas já estão migrando para o mercado livre, na busca por preços mais atrativos.

De acordo com Medeiros, o preço da energia ainda pode aumentar "um pouquinho" em 2016, porque há "aumentos tarifários contratados". "A expectativa é que, no mercado regulado, o preço se mantenha elevado. Mas no mercado livre, a perspectiva é bastante positiva, porque temos, em função da queda da atividade econômica, uma oferta que está sendo canalizada para o mercado livre. Com isso, a perspectiva é de que as empresas que ainda não foram para o mercado livre migrem para eles e, com isso, haja redução no preço da energia", disse.

Contratos mais longos

Medeiros afirmou que a energia no mercado livre é 17% mais barata do que a adquirida no mercado regulado. Isso porque é adquirida a partir de contratos mais longos, de quatro anos. Só fica mais cara quando adquirida emergencialmente por quem não tem contrato, mas precisa do produto.

Os contratos de longo prazo são feitos para resguardar os consumidores, de eventuais flutuações da energia que, no caso do Brasil, são muito influenciadas por questões climáticas. Ele citou alguns efeitos positivos que a queda da produção industrial poderá trazer aos consumidores de energia.

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