400 mi não têm serviços de saúde

By | 13/06/2015

Nova York. Cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a pelo menos um entre sete serviços essenciais para a saúde, que vão desde cuidados na gravidez até água limpa, de acordo com um relatório divulgado, ontem, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Banco Mundial.

Ao mesmo tempo, mais pessoas têm acesso a esses serviços do que em qualquer momento antes, segundo o relatório, embora os índices de cobertura ainda tenham lacunas.

O relatório, que examinou levantamentos de 37 países conduzidos entre 2002 e 2012, é o primeiro a traçar o progresso em direção à cobertura universal de serviços para a saúde.

A meta de cobertura universal, que significaria que todos os cidadãos teriam acesso a esses serviços sem sofrerem dificuldades financeiras para pagar por eles, deve ser incluída nas Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O documento da OMS apontou que uma média de 1,8% das pessoas experimentou "catastróficos gastos com saúde" no ano anterior que chegam a mais do que um quarto dos gastos de uma família.

Já 6% ficaram bem perto ou abaixo da linha extrema da pobreza, de US$ 1,25 por dia, por causa de custos de saúde. Quando a medida da pobreza é elevada para US$ 2 por dia, esse número sobre para 17%.

Mesmo assim, uma sub-pesquisa com 23 países que representam um oitavo da população mundial descobriu que a proporção de pessoas que sofrem com pagamentos "catastróficos" caiu 29% entre 2000 e 2011. Pagamentos que geravam empobrecimento da população caíram 24% em igual período.

O relatório sugeriu que a cobertura universal de saúde é uma meta alcançável e mostrou que foi feito progresso quanto a isso. A meta tem sido controversa, particularmente em alguns países mais avançados, como os Estados Unidos, onde o debate persiste sobre a estrutura, financiamento e a viabilidade do programa universal.

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