178 pacientes são atendidos nos corredores dos grandes hospitais da Capital

By | 14/06/2015

O fim de semana está sendo de grande movimentação nas emergências dos hospitais da Capital. No sábado (13), 153 pessoas foram atendidas em corredores. Destes, 54 no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), 55 no Hospital de Messejana, 37 no Hospital Infantil Albert Saibin (Hias), 14 no Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), 7 no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto e 3 no Hospital São José. Todas as unidades da Capital realizaram atendimento extraleitos. 

As duas únicas unidades do Estado que não atenderam pacientes nos corredores foram o Hospital Regional do Cariri e o Hospital Regional do Norte. Já o Instituto Doutor José Frota (IJF) estava, ontem, com 25 pacientes sendo atendidos em corredores, conforme a assessoria de comunicação da unidade, totalizando, dessa forma, 178 pacientes atendidos em corredores na Capital. Na última sexta-feira (12), os pacientes atendidos nos corredores somavam 155. As informações são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), através de informe diário sobre os atendimentos nos dez maiores hospitais do Ceará. 

Já o "corredômetro" – levantamento realizado pelo Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) e pela Associação Médica Cearense (AMC) em relação à situação das grandes emergências da Capital -, 342 pessoas foram atendidas, no sábado (13), em corredores das grandes unidades. Sendo, 68 nas Unidades de Pronto Atendimento (que não possui perfil de internação), 33 no IJF, 54 no HGF, 68 no Hospital de Messejana, 50 no Hias, 12 no Hospital São José, 12 no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto e 45 no Hospital Regional do Cariri. Neste domingo (14), o corredômetro indica 372 pessoas atendidas nos corredores. 

Parâmetros

Sobre a diferença dos levantamentos feitos pela Sesa e pelo Simec, Walter Frota de Paiva, superintendente do IJF, explica que ela se deve aos diferentes parâmetros utilizados para contagem. "O sindicato usa um e nós utilizamos outro, que consideramos o correto", salienta. No IJF, por exemplo, a diretoria só considera extraleito os pacientes atendidos em áreas de circulação, ou seja, nos corredores, o que não inclui a observação da emergência. Outro difereça é o horário no qual é feito o levantamento. Enquanto o sindicato considera a manhã, a diretoria do IJF e a Sesa fazem o levantamento às 16 horas, quando o movimento, geralmente, sobretudo nos fins de semana, costuma ser mais calmo. 

O gestor acrescenta que macas, em uma emergência como o IJF, são fundamentais. "O paciente que chega tem que ser colocado em uma maca, pois o tempo todo ele será transportado para algum local. Seja para pequenas cirurgias, para que o clínico possa avaliar, para faezr tomografias, raios-x, exames, etc. O paciente pode ter muitas especialidades envolvidas, por isso a maca é necessária. Mas ali não é um procedimento eletivo e sim emergencial, no qual é preciso estar deslocando o paciente", esclarece Paiva. 

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