Marco Civil da Internet exige que redes sociais mudem até 23/06 termos de uso

Sancionado em abril pela presidente Dilma Rousseff, o Marco Civil da Internet entrará em vigor no próximo dia 23 de junho. A lei, por meio do artigo sétimo, determina que empresas simplifiquem e esclareçam seus contratos de prestação de serviços, informando de forma clara e objetiva o regime de proteção de dados pessoais, de registros de conexão, de acesso e práticas de gerenciamento de redes nos termos de uso de sites, de redes sociais e de aplicativos.

Segundo o presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Renato Opice Blum, as políticas de uso e de coleta de dados deverão estar explicitamente publicadas.

“Hoje esses termos são muito complexos e extensos. A simplificação da leitura dos termos de uso facilitará a compreensão das informações e, consequentemente, a segurança das interações que ocorrem na rede”, afirma.

A FecomercioSP acredita que a segurança trazida pela aplicação do artigo sétimo do Marco Civil da Internet será benéfica para empresários e consumidores, gerando mais utilização e, dependendo do foco, mais movimentação econômica.

Segundo Opice Blum, a simplificação não envolverá nenhum custo para as empresas. “É uma reavaliação. Os próprios departamentos jurídicos podem fazer isso. É simples e não envolverá custos extras”, ressalta.

O advogado recomenda que as empresas se atentem a duas questões importantes na simplificação dos termos de uso: na clareza do texto e no destaque das informações mais relevantes.

“É necessário separar e divulgar, talvez em tabelas ou de forma descontraída, informações referentes a coleta e utilização de dados pessoais, responsabilidades e restrições. Uma página com perguntas e respostas e um link de acesso a uma versão mais detalhada das condições de uso também seriam boas pedidas”, aconselha Opice Blum.

Google Chromecast já está à venda no Brasil

Quem já tem uma TV conectada ou uma Apple TV poderá até não ver muita vantagem. Mas se você é daqueles que ainda não trocou a antiga HDTV e sente falta de ver na telona os filmes que assiste no Netflix instalado no desktop, tablet ou celular, leia com atenção. A Google começa a vender hoje – por enquanto exclusivamente pela internet, nos sites do Pontofrio, CasasBahia e Extra – o Chromecast, dispositivo do tamanho de um pendrive que, conectado à entrada HDMI da TV transfere para ela, via WiFi, boa parte dos conteúdos em áudio e vídeo disponíveis hoje nos computadores e dispositivos móveis.

Lançado nos EUA em Julho passado, onde faz sucesso principalmente devido ao seu baixíssimo custo (US$ 35), o aparelho chega ao Brasil por R$ 199 (praticamente o dobro do valor em dólar, por conta das taxas de importação). Mas também mais barato aqui que a sua concorrente direta, a Apple TV (R$ 399).

Na comparação com a caixinha da Apple, o Chromecast tem vantagens e desvantagens. Entre as vantagens está a facilidade de espelhamento de qualquer conteúdo Web acessado via o navegador Chrome rodando no OS X, da Apple (a partir do 10.7) e no Windows 7 e 8. Um recurso ainda beta, mas já bastante estável. Basta instalar o aplicativo disponível no site do Chromecast para sincronizar os equipamentos através a mesma rede WiFi e transferir para a TV os vídeos rodando nos principais portais do país _ alguns até em tela cheia. Fiz isso com os vídeos da Globo.com e me surpreendi com a qualidade da imagem do vídeo rodando na TV.  Funcionou até com jogos transmitidos pela Rojadirecta.com.

Detalhe: diferentemente de outras soluções que possibilitam esse espelhamento, o Chromecast é multitarefa. Você pode deixar o vídeo rolando na TV e continuar trabalhando no PC, sem problemas. O recurso também é útil no celular. Jogue o vídeo para a TV e siga recebendo e fazendo chamadas, enviando e-mails, navegando na Internet.

Já entre as desvantagens, a meu ver, estão o uso exclusivo do WiFi 802.11 b/g/n (em uma rede pouco potente, o uso do extensor/amplificador que acompanha o produto talvez seja obrigatório) e a baixa diversidade de aplicativos nativos – apenas Netflix, Vevo, Crackle, Google Play Videos, YouTube, Plex e Radio, por enquanto, questão que a Google pretende resolver com a negociação de novas parcerias e tutoriais em português para o uso da Cast API, lançada no mês passado. A comunidade de desenvolvedores cadastrados pelo Google beira 3 mil, espelhados pelo mundo.

Até que novas parcerias surjam, já tem gente usando a criatividade para ter acesso a conteúdos da Apple TV no Chromecast usando o Plex. O resultado não chega a ser uma maravilha, mas em algumas situações quebra um tremendo galho.

A instalação do aparelho é de fato muito simples. Levou poucos minutos, mesmo com a atualização de sistema feita durante o processo de setup.  O primeiro passo é plugar o aparelho a uma porta HDMI em sua TV. Se ela for uma porta HDMI 1.4+ MHL, provavelmente será capaz de alimentar sozinha o aparelho. Mas como esse é um padrão recente, a maioria dos usuários irá precisar conectar o cabo micro USB incluso na embalagem ao Chromecast e a uma porta USB livre na TV ou, se não houver uma porta USB disponível, a um carregador (também incluso na embalagem) plugado à parede.

Depois é necessário visitar um site em seu smartphone Android ou no navegador Google Chrome em seu Mac ou PC. Lá você irá baixar um pequeno app para completar a configuração, dando um nome ao seu Chromecast e conectando-o à sua rede WiFi.

Todos os comandos são realizados através do dispositivo móvel – funciona com smartphones e tablets Android 2.3, telefones iOS 6.0+, iPads e iPods.

Uma vez instalado, controle também a reprodução dos conteúdos Web, de áudio e de vídeo  (pause, avance, retroceda), ajuste o volume, e até crie playlists no YouTube usando a interface do computador ou dos dispositivos móveis. A ideia é que você controle o Chromecast com os mesmos apps que já usa, sem precisar fazer novos logins ou digitar senhas no Netflix e YouTube, como acontece em uma Apple TV ou uma TV conectada.

Ah! Vários membros da família podem usar o Chromecast com outros telefones e tablets, sem precisar configurar nada. Basta estarem conectados à mesma rede WiFi do aparelho.

Como nos outros 18 países onde o Chromecast está disponível atualmente, a Google preparou um site no idioma local para promover seu dispositivo de streaming de mídia.

Apple deve começar venda de relógio inteligente em outubro

SÃO FRANCISCO (Reuters) – A Apple se prepara para vender seu primeiro dispositivo vestível em outubro, buscando produzir de 3 a 5 milhões de relógios inteligentes por mês em sua produção inicial, disse o Nikkei nesta sexta-feira, citando uma fonte com conhecimento do assunto.

Os detalhes ainda estão sendo finalizados, mas os aparelhos podem suportar exibição em LED curvado e sensores que coletam dados de saúde a partir da glicose no sangue e consumo de glicose para atividades de sono, afirmou o serviço de notícias japonês.

A indústria há muito tempo tem esperado a companhia revelar algum tipo de relógio inteligente, seguindo o lançamento do relógio Galaxy, da Samsung.

Wall Street está esperando um lançamento de novo produto da Apple este ano para estimular o preço das ações da empresa e acabar com a seca de dispositivos inovadores. O presidente-executivo da companhia, Tim Cook, prometeu “novas categorias de produtos” em 2014.